Assédio e discriminação no trabalho: a importância de refletir sobre nossos próprios comportamentos

Assédio e discriminação no trabalho: a importância de refletir sobre nossos próprios comportamentos

“Precisamos estar alertas aos nossos próprios comportamentos tóxicos”, afirma Lis Soboll

Durante a Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação da Justiça Eleitoral de Mato Grosso, promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), a psicóloga, pesquisadora e escritora Lis Andrea Soboll conduziu uma importante reflexão sobre assédio e discriminação no trabalho.

A palestra, intitulada “Faça do respeito sua melhor atitude”, reuniu magistrados, servidores, colaboradores e estagiários para discutir os impactos das relações interpessoais na saúde mental, no bem-estar e na qualidade dos ambientes de trabalho.

O assédio nem sempre é percebido por quem o pratica

Ao longo da palestra, Lis Soboll destacou que a prevenção do assédio passa também pela capacidade de reconhecer os próprios comportamentos.

Segundo a especialista, é necessário estar atento a atitudes que, muitas vezes, podem ser naturalizadas no cotidiano organizacional, como fofocas, isolamento de colegas, favoritismos, interrupções constantes durante reuniões, sarcasmo, humilhações, constrangimentos e brincadeiras discriminatórias.

Para ela, a construção de ambientes mais saudáveis exige um exercício contínuo de autorreflexão e responsabilidade nas relações.

Uma das reflexões apresentadas foi:

“Ninguém pode tudo, ninguém pode sempre e ninguém pode sozinho.”

A frase reforça a importância da cooperação, do respeito mútuo e do reconhecimento dos limites humanos dentro das organizações.

Saúde mental e relações de trabalho

Reconhecida nacionalmente por suas pesquisas sobre saúde mental e trabalho, Lis Soboll abordou ainda a relação entre assédio, discriminação e adoecimento.

O debate evidenciou que ambientes marcados por desrespeito e práticas abusivas podem impactar diretamente a saúde emocional das pessoas, além de comprometer a produtividade, o clima organizacional e a qualidade das relações profissionais.

Nesse sentido, a discussão sobre assédio e discriminação no trabalho vai além do cumprimento de normas institucionais. Trata-se também da construção de culturas organizacionais mais éticas, respeitosas e humanizadas.

A importância da prevenção

Participantes do evento destacaram que uma das principais contribuições da palestra foi ampliar a reflexão sobre comportamentos que muitas vezes passam despercebidos.

Além disso, a atividade reforçou a relevância de políticas permanentes de prevenção, formação e conscientização, capazes de fortalecer relações mais saudáveis entre lideranças, equipes e instituições.

Promover respeito, ampliar a escuta e reconhecer práticas nocivas são passos fundamentais para prevenir situações de assédio e fortalecer a saúde mental no trabalho.

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